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quinta-feira, 18 de setembro de 2014


O candidato ao Senado pelo PSDB, Tasso Jereissati, afirmou que estar no poder durante muito tempo transforma a personalidade, o caráter e os princípios das pessoas. O tucano participou, ontem, de sabatina promovida pelo Grupo de Comunicação O POVO. O contexto da fala do ex-governador foi questionamento sobre a falta de apoio político do secretário da Saúde, Ciro Gomes, de quem foi padrinho político. Tasso disse não ter “o menor rancor” do ex-aliado.


“O poder muda muito as pessoas. O poder por muito tempo muda mais ainda. E muito poder durante muito tempo às vezes transforma a personalidade, o caráter e os princípios das pessoas”, disse Tasso, negando fazer referência a Ciro. “Estou falando em tese. Por isso é ruim o poder por muito tempo. Você precisa ter um estágio obrigatório na oposição. É pior ainda o poder muito concentrado”, acrescentou.


Cooptação

Tasso disse ser “perigosa” a possibilidade da candidata à presidência da República pelo PSB, Marina Silva, se eleita, tentar pinçar de cada partido os melhores nomes, o que, para ele, significaria a “destruição partidária”. Questionado se o governador do Ceará, Cid Gomes (Pros), não teria feito o mesmo, inclusive com nomes do PSDB, o tucano acusou o governador Cid Gomes (Pros) de cooptar partidos no Estado.


“O que aconteceu aqui foi uma verdadeira destruição partidária. Aqui não temos oposição. Nos últimos oitos anos, a oposição se acabou”, criticou. No entanto, indagado se o PSDB não teve parcela de contribuição para a estrutura do governo, Tasso hesitou e afirmou que, no começo do Governo Cid, o PSDB acreditou que poderia fazer parte da gestão. “Isso transitoriamente aconteceu, depois isso não se realizou. Passou a ser uma cooptação direta, no varejo, um a um”, afirmou.


Privatizações

Tasso foi indagado sobre privatizações do Banco do Estado do Ceará (BEC) e da Companhia Energética do Ceará (Coelce) durante seu governo. “Eu sou favorável a privatizações quando necessárias. Hoje sou mais até do que era antes.”, afirmou.


Ele destacou que não foi o responsável pela privatização em si, mas pela venda do BEC ao Banco do Brasil. A privatização foi responsabilidade do governo Lula, frisou Tasso. Segundo ele, o BEC constantemente drenava recursos de áreas como saúde, segurança e educação para cobrir rombos de empréstimos a grandes empresas que não pagavam. Sobre a Coelce, o tucano ponderou que “ela está funcionando melhor que antes”.


Questionado sobre o destino do dinheiro proveniente das vendas, Tasso afirmou que a verba foi direcionada a obras como a do açude Castanhão, Porto do Pecém e aeroporto de Fortaleza. Sobre possível privatização da Cagece, ele ponderou que a empresa só interessaria para atuação da iniciativa privada em alguns setores de Fortaleza, por ter atendimento deficitário principalmente em regiões de difícil acesso.


Refinaria

Conforme Tasso, a refinaria para o Ceará estava negociada com árabes e alemães, mas, alega, um acordo do governo Lula com o presidente venezuelano Hugo Chávez mudou a situação. “Desde aquela época até hoje, o PT era encantado pelo presidente Chávez e via um irmão ideológico para fazer suas negociações e suas parcerias”, disse Tasso.


“Depois que foi feita a Abreu Lima (refinaria em Pernambuco), a hipótese de se começar imediatamente uma refinaria com recursos exclusivamente da Petrobras no Ceará não era crível”, ressaltou. Segundo ele, dois motivos confirmavam a situação: um deles era a falta de dinheiro em caixa na Petrobras; outro, era a ausência de planejamento para a obra na publicação do plano de negócios e investimentos definidos pela estatal para um período de três anos.


“É uma mentira essa promessa, é uma promessa eleitoral e não vai se cumprir. Tanto que foi prometido começar no ano seguinte já em duas eleições de presidente. Na última vez, até se passou um filmezinho em que aparecia uma refinaria hipotética. Não é invenção, está no plano nacional que não tem previsão. Em 2017 ou 2018, eu acredito que venha”, afirmou.


Lúcio Alcântara

Tasso negou que, em 2002, tenha feito articulações com os irmãos Cid e Ciro Gomes contra a reeleição do então governador Lúcio Alcântara, à época no PSDB. De acordo com Tasso, havia insatisfações com a gestão de Lúcio que culminaram no rompimento entre os correligionários. Em conversa em Brasília entre Tasso, Lúcio e os irmãos Gomes, Lúcio teria declarado não ter interesse na reeleição e aprovado a indicação de Cid, porém o fato não foi um acordo oficial, disse Tasso.


O candidato destacou que, após Lúcio lançar candidatura e surgirem boatos de que Tasso e os Gomes estavam tramando contra ele, o tucano se aborreceu e anunciou que não apoiaria nenhuma candidatura.


Velha política

Questionado se se considera um político capaz de romper com práticas da “velha política” como defende em discurso, Tasso disse “nunca” ter aceitado ou adotado práticas da “velha política”. Segundo ele, o fato lhe rendeu fama de autoritário e antipatia de algumas pessoas. “Não seria fazer uma ruptura, seria continuar uma trajetória que sempre foi a minha”, afirmou.


Hospitais no Interior

O ex-governador negou não ter feito hospitais no Interior como afirma Cid Gomes ao atrelar a primeira construção ao seu governo. Mesmo assim, o candidato teve dificuldade em especificar uma obra em seu governo. Tasso citou hospital em Iguatu, mas depois disse não ter certeza se foi um hospital estadual ou um convênio com a prefeitura. “Ampliações com certeza fizemos muitas e fizemos muitos hospitais, grandes maiores e menores”, frisou.


Ciro Gomes

Outro assunto abordado na sabatina foi a relação entre Tasso e Ciro Gomes. Ambos se desenvolveram na política cearense atrelados, mas a relação foi rompida quando Ciro privilegiou a relação com o governo nacional do PT para apoiar candidatos adversários de Tasso para o Senado em 2010.


“Eu diria que em certo momento machucou, mas depois não. Hoje a gente tem de entender as pessoas e a politica é assim, a vida é assim. Não tenho o menor rancor, absolutamente nada”, afirmou.



PSDB

Tasso disse acreditar na possibilidade de Aécio Neves chegar ao 2° turno contra Dilma ou Marina Silva.


Senado

O candidato frisou que, se eleito como opositor, atuará na fiscalização e defesa do Estado. Se for da base, atuará como legislador para garantir interesses do Ceará.


Emocão

Tasso disse estar “emocionado” quando fez críticas a Eunício em 2002, na ocasião da derrota de Lúcio.
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