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terça-feira, 23 de setembro de 2014


A candidata à Presidência da República pelo PSB, Marina Silva, criticou nesta terça-feira a decisão do governo federal de sacar 3,5 bilhões de reais do Fundo Soberano do Brasil para ajudar a encorpar as economias para o pagamento dos juros da dívida, o chamado superávit primário. “O uso dos recursos do Fundo Soberano para socorrer as contas públicas é uma demonstração clara de que, de fato, este governo está comprometendo o desenvolvimento econômico e a credibilidade econômica do país. O discurso oficial é de que está tudo bem. Se o boletim médico é otimista, as intervenções são altamente preocupantes: uma demonstração clara de que temos um grave problema”, criticou, durante pronunciamento em Curitiba, capital paranaense.
A fala da candidata se dá um dia após o Ministério da Fazenda anunciar que o Tesouro se valerá da medida para reforçar as contas públicas, enfraquecidas pelo baixo crescimento econômico e pelos elevados gastos públicos na gestão petista. A informação foi divulgada junto ao Relatório Trimestral de Receitas e Despesas. "O governante não pode colocar o futuro da sua nação abaixo da sua reeleição. É por isso que eu sou contra a reeleição, porque o governante não faz o necessário para governar Justiça, ética e competência. Faz o possível para se reeleger. Se para se reeleger deve comprar voto no Congresso para aprovar a reeleição, se para se reeleger deve colocar em risco a nossa economia, colocando em risco as conquistas sociais, colocando em risco a exploração do pré-sal com a corrupção, é isso que se faz. Por isso que eu vou ter só um mandato", afirmou Marina.
Ela criticou outro indicador divulgado no mesmo documento, de previsão do crescimento econômico do país este ano. Ante a expectativa de expansão de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB), o relatório traz agora a projeção e alta de apenas 0,9%. Embora o indicador tenha piorado, a previsão governista é ainda superior à do mercado, que já fala em crescimento de mísero 0,3% neste ano. “Para nosso país crescer é preciso que se reconheçam os erros e não se faça um discurso otimista enquanto, na verdade, há preocupação a ponto de um Fundo que foi criado para ser usado em caso de extrema necessidade seja utilizado”, enfatizou Marina.
A ex-ministra do governo Lula disse ainda que a gestão do seu antigo aliado errou em 2008, ao avaliar o impacto da crise econômica no Brasil como uma “marolinha”. “Em 2008, o Brasil subestimou o problema. Os países que foram igualmente afetados viveram uma crise, reconheceram o problema, fizeram o dever de casa e agora já estão voltando a crescer. O Brasil agora está sendo atormentado por um tsunami a ponto de ter que usar o Fundo Soberano, que só era para ser usado em caso de risco de grave crise econômica”, lembrou.
Diante de fortes críticas que vem sofrendo de sua adversária petista, a presidente-candidata Dilma Rousseff, Marina aproveitou para alfinetar outro programa do governo federal, criado ainda na administração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “O PAC é um programa que deveria dar conta de o país crescer, mas infelizmente não é um programa, é um plano de gestão de obras e um programa que não tem dado conta do recado. Até porque, em vez de acelerar o crescimento, nós estamos vendo o que está acontecendo no Brasil”, disse.
Maratona no Sul - Diante do crescimento do candidato tucano Aécio Neves nas intenções de voto na região Sul, a candidata pessebista decidiu intensificar sua agenda nos três Estados. Nesta terça, Marina segue de Curitiba para Florianópolis (SC) e para Porto Alegre (RS). Como no Paraná e em Santa Catarina o seu partido, PSB, fez alianças com o PSDB com as quais Marina não concorda, ela vinha evitando cumprir agenda de campanha nessas unidades da federação. Ainda que tenha visitado os Estados, a ex-senadora não subiu no palanque com o candidato à reeleição no Paraná, Beto Richa (PSDB), o que deve se repetir em Santa Catarina, onde o PSB de Paulo Bornhausen apoia a candidatura do tucano Paulo Bauer na disputa pelo governo catarinense. No Rio Grande do Sul, onde já esteve outras vezes, Marina participará de um evento com os candidatos apoiados pelo PSB no Estado, Pedro Simon, que concorre ao Senado pelo PMDB, e José Sartori, que disputa o Palácio do Piratini pela mesma sigla.


Contabilidade criativa – O uso de recursos do Fundo Soberano, anunciado na segunda, não é novidade na gestão petista. Em 2012, o governo fez manobra parecida. No último dia do ano, o Tesouro Nacional fez um resgate de 8,847 bilhões de reais do Fundo Fiscal de Investimentos e Estabilização (FFIE) – caixa onde estão aplicados os recursos do Fundo Soberano. Uma portaria do Diário Oficial da União de 31 de dezembro autorizava o resgate de títulos públicos neste valor que estavam depositados no Fundo, que é uma espécie de poupança fiscal criada em 2008 para servir de respaldo em períodos de dificuldades econômicas. O uso de recursos do Fundo Soberano foi considerado o pontapé inicial da degringolada da credibilidade fiscal do Brasil. A alternativa foi considerada oportunista e a prova de que o Planalto havia perdido o rigor técnico.
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