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sábado, 20 de setembro de 2014


A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, escolheu um reduto do PT — a cidade de São Bernardo do Campo (SP) — nesta sexta-feira (19) para criticar o partido em um de seus temas mais valiosos: o combate à desigualdade social.
Ela aproveitou ainda sua presença na cidade — palco de lutas sindicais nos anos 1970 e 1980 — para comparar sua candidatura à renovação política ocorrida no Brasil nos anos finais da Ditadura Militar.
Antes de discursar para cerca de 150 pessoas que ocupavam parcialmente a Praça da Matriz, no centro da cidade, a ex-ministra do Meio Ambiente recebeu jornalistas e criticou os resultados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgada no dia anterior, que havia mostrado que a desigualdade de renda do Brasil piorou entre 2012 e 2013.
Mais tarde, porém, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) corrigiu o dado e informou que adesigualdade de renda recuou no período.
Antes do reparo do IBGE, Marina aproveitou o resultado da pesquisa para criticar o aumento da desigualdade de renda: “Nesse espaço em que os trabalhadores lutaram por conquistas, nós fizemos questão [de vir aqui] para dizer que o atraso na política, de fato, está levando ao retrocesso até naquilo que já conquistamos. A verdade é que até a renda voltou a se concentrar para os mais ricos, em prejuízo dos mais pobres”.
— Nós fizemos questão de fazer essa atividade hoje aqui em função do que significa essa região e, particularmente, o município de São Bernardo para as grandes lutas de defesa da democracia, da renovação do sindicalismo brasileiro, às lutas pelas conquistas que os brasileiros alcançaram em vários momentos da nossa história recente.
Na terça-feira (16), durante encontro com empreendedores na capital paulista, a candidata já tinha usado o ABC Paulista como exemplo da “renovação política” que ela tenta emplacar nestas eleições. Naquele dia, a presidenciável afirmou que as lutas travadas no Grande ABC, nos anos 1980, renovaram a democracia e o sindicalismo brasileiro.
Segundo ela, o PT tinha a “palavra nova” naquele época, mas o partido acabou se tornando “conservador” porque “repete a fórmula”. A candidata avalia que, atualmente, ocorre um movimento renovador semelhante. Naquela ocasião, Marina afirmou que, “na década de 80, o PT tinha a palavra nova, produziu um processo de atualização". 
— Alguém consegue imaginar a estrutura sindical no mesmo padrão getulista? Consegue imaginar a política sendo exercida pelos mesmos grupos? Não. Houve uma atualização. O problema é que, quando você tem sucesso, a tendência é repetir a fórmula e, ao repetir a fórmula, você se torna um conservador e não consegue perceber a palavra nova, mas ela virá de alguma forma.
Para a ex-senadora, no entanto, a “palavra nova” é perseguida hoje em dia.
— A palavra nova é vista pelo carrasco como uma heresia. Ele tem a palavra velha, que impede a mudança, que interdita a mudança. Então ele te acusa de heresia e corta seu pescoço, para que a palavra nova não circule. Eu vejo isso acontecendo no Brasil.
Ainda na terça, Marina afirmou que os líderes políticos dos anos 1980 formaram o PT e o PSDB, que dariam contribuições significativas ao País nas décadas seguintes. No entanto, segundo avalia, faltaria hoje aos dois partidos o que tiveram lá atrás e que é justamente o esforço de sua candidatura: capacidade de dialogar com a sociedade.
Renovação e retorno às raízes
A tentativa de se apresentar como a renovação política, assim como ocorreu nos anos finais da Ditadura Militar, se repetiu nesta sexta. Ao comentar uma pesquisa que a mostra com 36% no ABC Paulista, enquanto a presidente Dilma tem 26%, segundo levantamento do Diário do Grande ABC, Marina afirmou que a região mantém seu espírito de renovação ao optar por sua candidatura.
— A gente pode tomar [essa pesquisa] como um indicativo de que, de fato, essa sociedade, que se mobilizou na década de 1970 e 1980 nessa região para renovar a política, para alcançar conquistas sociais, continua à frente daqueles que desistiram dessa agenda e que agora estão indo para o caminho do retrocesso.
A presidenciável também desejou a renovação de PT e PSDB, para que “voltem às raízes”, e afirmou ainda que os dois partidos um dia “agradecerão” a ela.
— Aqui em São Paulo, ao longo desses 20 anos, os partidos que estão estagnados, PT e PSDB principalmente, tiveram muitas dificuldades em fazer florescer novos quadros. É isso que eu digo que precisa haver mesmo uma renovação da política. E quando falo [isso], eu não me refiro apenas ao nosso grupo. Eu quero que o PT se renove, que volte às suas raízes. Eu quero que o PSDB se renove, que volte às raízes de [Mário] Covas, de [Franco] Montoro, do próprio Fernando Henrique [Cardoso].
A candidata ainda voltaria aos anos 1980, mais uma vez, para comparar o que aconteceu naquela época com o atual momento político — em que pretende aglutinar “bons políticos” de diferentes partidos em seu possível governo.
— O exemplo é o da [conquista da] democracia. A democracia foi uma conquista de muitos partidos, de muitas pessoas, de muitos movimentos.
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