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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Na primeira pesquisa O POVO/Datafolha, realizada na semana que antecedeu o início do horário eleitoral, Camilo Santana (PT) estava mais próximo de Eliane Novais (PSB) e Ailton Lopes (Psol), no bloco de baixo, que do líder Eunício Oliveira (PMDB). O cara é o candidato do governo – e não qualquer governo, mas uma administração politicamente poderosíssima, como poucas na história do Ceará, e com índices bem razoáveis de popularidades, segundo o próprio Datafolha.

Por pior que fosse o candidato, por mais incompetente que fosse a campanha, alguma coisa ele haveria de subir.

E Camilo subiu bem, com vigor. Precisava ter um crescimento substancial e teve. Tinha um grande desafio inicial pela frente e o alcançou. Isso não é coisa para qualquer candidato nem qualquer campanha. (Veja aqui os novos números do Datafolha).

A questão é que esse fôlego inicial era, também, o mais fácil e previsível para o petista. Mas, terá ele ainda margem para crescer em ritmo ao menos parecido? Esse início de trajetória, fruto do impacto dos primeiros programas eleitorais, tem ainda potencial de crescimento ou essa fase de alta já se esgotou?

Quanto a Eunício, sua vantagem foi bastante desidratada, mas sua resistência não deixa de chamar atenção. O candidato do PMDB nunca ficou abaixo de 40%. Mantendo esse patamar, com os dois candidatos de partidos menores com percentuais pouco significativos, e difícil que não esteja, pelo menos, no segundo turno. Hoje, teria possibilidades de vencer no primeiro, embora a pesquisa já aponte possibilidade de segundo turno.

Para cada dois pontos que Camilo ganhou, Eunício perdeu um. Isso significa que só metade do crescimento do petista se deu sobre seus votos. Essa resistência – ou melhor, resiliência, capacidade de suportar as mudanças – é seu grande trunfo até aqui e qualidade que precisará preservar caso queira vencer a eleição. E Eunício quer, muito.

Só as próximas pesquisas indicarão em que ponto da trajetória de ascensão está Camilo, bem como só o futuro dirá se Eunício sustentará o atual patamar.

Um ingrediente extra é que as pesquisas, ao contrário do lugar comum, estão longe de ser mera fotografia do momento. Não são apenas o registro de uma circunstância. Elas são, também, instrumentos transformadores da política, que interferem nas posturas e atitudes de seus atores. A pesquisa O POVO/Datafolha anterior teve como efeito a debandada de alguns agentes políticos, que se distanciaram do governo e se moveram na direção de Eunício. Agora, a expectativa de poder já fica menos clara. Talvez seja cedo para haver o movimento inverso. Eunício tem 10 pontos de frente e venceria no primeiro turno se a eleição fosse hoje.

Mas ela não é hoje. Será daqui a mais de um mês. Nesse meio tempo, pode acontecer muita, muita coisa na eleição para governador. O cenário fica mais imprevisível. Os atores políticos secundários, mas de influência determinante, que flutuam ao sabor dos ventos, ficam mais alvoroçados. O efeito imediato dessa pesquisa deve ser, pelo menos, estancar a sangria de aliados das fileiras governistas. Escolher um lado ou outro, a essa altura, é uma aposta que não oferece garantias de retorno.
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