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quinta-feira, 6 de março de 2014

A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) divulgou, na tarde de ontem, os números relativos à Operação Carnaval. Segundo dados da instituição, 71 pessoas foram assassinadas no Estado no período. Se comparado com o feriado de Carnaval do ano passado, o número representa um aumento de 16% no índice de execuções.
No caso dos acidentes com vítimas fatais, o aumento foi de 88%; os sinistros sem vítimas subiram 97%. As informações foram repassadas com base nos registros do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual (BPRE).
Para o secretário Servilho de Paiva, o número de assassinatos deve ser comparado ao mesmo período (01 a 05 de março) de 2013, quando não era Carnaval. "O justo é comparar os iguais. Neste caso nós tivemos uma redução nas mortes de 14% em Fortaleza e de 54% no Estado".
Ele afirmou ainda que o cenário não pode ser considerado confortável, mas que a operação montada pela SSPDS foi bem-sucedida em seu propósito de proteger os foliões. "Nos polos, aconteceram somente duas mortes na cidade de Beberibe".
O comandante da PM, coronel Lauro Prado, informou que as cidades denominadas polos foram as que esperavam maiores concentrações de pessoas. Elas eram Fortaleza, Caucaia, Beberibe, Camocim, Cascavel, Paracuru e Tianguá. Municípios como Guaramiranga, São Benedito, Acopiara e Várzea Alegre, que receberam grandes quantidades de pessoas vindas de outros municípios, não foram consideradas polo, nem receberam atenção especial.
Lauro Prado disse que nem todas as mortes podem ser atribuídas ao período festivo. "Em São Benedito houve um homicídio, mas não foi na festa. A morte aconteceu somente no mesmo Município", afirmou.
Vários fatores
Servilho disse que a quantidade de assassinatos que ocorreram em Fortaleza já iriam acontecer, independente de ser Carnaval. "No período de Carnaval vão morrer pessoas que não têm nada a ver com a festa. Nos presídios não havia festa e quatro pessoas morreram. As mortes aconteceram em áreas conhecidas. Elas ocorrem por vários motivos socioeconômicos, que vão além da segurança, como urbanismo, iluminação, drogas. Não é um único fator", declarou.
Questionado sobre os crimes que aconteceram em Fortaleza, mesmo com contingente extra de agentes da Segurança Pública trabalhando da Operação Carnaval, o secretário disse que nos locais onde houve festas de Carnaval ninguém foi executado. "A violência se espalhou nos locais onde já existia. Ficou polarizada em áreas que já são problemáticas", afirmou.

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