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terça-feira, 16 de setembro de 2014

A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, afirmou nesta terça-feira (16) que os adversários fazem "marketing selvagem" na campanha. A candidata disse que o "remédio" para esse tipo de marketing, segundo ela, é o discernimento da sociedade e que não "tem meios"  para explicar as críticas que recebe da candidata do PT, a presidente Dilma Rousseff, e do candidato do PSDB, Aécio Neves.
“Eu estou vendo acontecer o marketing selvagem. No marketing selvagem, não existe argumentos. O único remédio para o marketing selvagem é o discernimento, e a sociedade brasileira está sendo confrontada pelo marketing selvagem para ter discernimento. Mas é o discernimento da pessoa. Não é que eu vou conseguir explicar. Não tenho meios para isso. De tudo o que eu falo, não adianta nada. Daqui a pouco eu vou ter que explicar o que a Dilma disse, o que o Aécio disse sobre o nosso programa, sobre mim", afirmou Marina, que participou de um bate-papo com jovens empreendedores em São Paulo.
Marina também criticou, de forma irônica, o fato de, segundo a candidata, os adversários atribuírem a ela a intenção de acabar com programas sociais do governo, com projetos de infraestrutura e de não explorar petróleo do o pré-sal.   
"Com certeza, vocês já viram que vou acabar com o pré-sal, com o Minha Casa Minha Vida, com o Bolsa Família, com o Mais Médicos, parar com a transposição do rio São Francisco, parar com a transnordestina. Só se eu fosse a exterminadora do futuro”, afirmou.
A candidata fez também crítica específica ao PT. Ela disse que o partido promoveu uma atualização da política na década de 80, mas que agora repete fórmulas e se torna "conservador".
"Na década de 80, o PT tinha a palavra nova e produziu um processo de atualização. Alguém consegue imaginar a estrutura sindical no mesmo padrão getulista? Consegue imaginar a política sendo exercitada pelos mesmos grupos? Houve uma atualização. O problema é que o sucesso é um problema, porque, quando você tem sucesso, a tendência é repetir a fórmula. Ao repetir a fórmula, você se transforma em um conservador e não consegue mais perceber a palavra nova. E ela virá de alguma forma”, disse.
Reformas na legislação trabalhista
Marina disse também que sua coligação discute uma atualização na legislação trabalhista. A candidata, no entanto, não deu detalhes de quais modificações seriam feitas.
Ela disse que, "se fosse fácil" realizar reformas, o "sociólogo" teria feito reforma política e o "operário" teria feito feito reforma trabalhista, numa referência aos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva.
“Em relação às leis trabalhistas, nós estamos em discussão. Não temos ainda um posicionamento na nossa aliança. O que eu posso repetir é que queremos fazer com que esse debate, que não é só da nossa aliança, possa ser feito em favor dos trabalhadores e em favor do processo produtivo, que possa ser cada vez mais vigoroso e próspero. Esse é o esforço. Não é uma equação fácil. Se fosse fácil fazer as reformas, o sociólogo teria feito a reforma política e o operário teria feito a reforma trabalhista”, afirmou Marina.
“Queremos preservar as conquistas dos trabalhadores e queremos fazer uma atualização que considere o diálogo, o debate de algo que tem um nível de complexidade muito grande”, completou.
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