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quarta-feira, 1 de outubro de 2014


Em entrevista à rede americana de TV CNN exibida nesta quarta-feira (1º), a candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, se queixou da "campanha de desqualificação" que diz estar sofrendo na corrida eleitoral. Ela disse que, por causa de sua "origem humilde", ainda enfrenta preconceitos e paga "um preço muito alto" ao ter que provar sua capacidade.

Questionada pela jornalista Christiane Amanpour sobre sua trajetória de vida, Marina disse que teve uma vida difícil, que viveu num "regime de semiescravidão até os 16 anos" na floresta amazônica, perdeu a mãe aos 14 e teve que cuidar dos irmãos. Disse que ainda convive com preconceitos e que "é muito fácil atribuir qualquer opinião para desqualificar uma pessoa com a minha origem".

"Pessoas que têm a minha origem têm que provar que pensam, têm que provar que são inteligentes, têm que provar o tempo todo que são competentes, que são capazes de governar uma empresa, que são capazes de ter uma posição de liderança e um cargo público. E, obviamente que na Presidência da República, as exigências ficam maiores", afirmou.

Na entrevista, Marina também foi lembrada sobre a espionagem da inteligência norte-americana sobre o governo e a presidente Dilma Rousseff e em seguida questionada sobre a relação do Brasil com os Estados Unidos. Marina respondeu o que foi feito pelas agências é "inaceitável e deve ser repudiado com toda a veemência".

"No entanto, é preciso que se busque a superação desse impasse. E isso significa não só em relação ao Brasil, mas em relação a todos os outros países. É fundamental que se estabeleça um novo padrão para a relação entre os diferentes países, orientada pelo princípio de uma cultura de paz, uma cultura de cooperação, do exercício da liderança fraterna", afirmou.

Marina também falou da motivação de sua candidatura, após a morte de Eduardo Campos, em agosto, bem como de propostas nas áreas de saúde, educação, segurança e infraestrutura. Disse ser preciso recuperar a confiança de investidores no Brasil para recuperar o crescimento econômico após erros cometidos pelo atual governo.
Em outro momento, foi indagada por ser evangélica e como isso afetaria direitos dos homossexuais, por exemplo. A candidata repetiu que seu programa é o que reconhece mais direitos para a comunidade LGBT, preservando a possibilidade de união civil entre pessoas do mesmo sexo, admitindo a adoção de crianças por casais gays, a transferência de direitos previdenciários e herança em caso de morte. "Todos os direitos que estão assegurados para os casais heterossexuais estão assegurados para os casais homoafetivos", disse.
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